terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

O silêncio do governo sobre a morte do congolês Moïse



Moïse Mugenyi Kabagambe foi morto de forma brutal no último dia 24 no Rio. As imagens do crime que circulam nas redes sociais, mostram alguns homens agredindo o jovem congolês de 24 anos de idade, após segundo informações de seus familiares, ter ido cobrar o atraso do pagamento no valor de R$ 200 ao gerente do estabelecimento onde trabalhava. A violência cometida contra Moïse chocou o país e tem tido ampla repercussão e comoção do público, que tem pedido justiça e levantado o debate sobre xenofobia. 


Mesmo sendo um assunto que tem movimentado a internet nesses últimos dias, o ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que está sob o comando da ministra Damares, não se posicionou sobre o ocorrido. A ministra tem feito diversos discursos sobre outros temas, como por exemplo, associar a gravidez precoce à exposição de crianças no Tiktok. A ministra, em suas redes sociais, também se concentrou em fazer comparação do governo atual com o do ex-presidente Lula, que criou em 2016 uma oficina de “desprincesamento” de meninas com verba pública. 


Embora a ministra ainda não tenha feito uma publicação ou nota sobre a morte de Moïse, o Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota lamentando o ato de violência contra o jovem e afirmou que espera que os envolvidos sejam punidos o mais rápido possível. Seria imprescindível que o Conselho Nacional de Direitos Humanos também pudesse demonstrar interesse nesse caso, principalmente pela conexão histórica. O Congo foi um dos países onde mais negros foram forçados a virem ao Brasil para serem escravizados. A Embaixada do Congo exigiu em nota, respostas das autoridades brasileiras.