Moïse Mugenyi Kabagambe foi morto de forma brutal no último dia 24 no Rio. As imagens do crime que circulam nas redes sociais, mostram alguns homens agredindo o jovem congolês de 24 anos de idade, após segundo informações de seus familiares, ter ido cobrar o atraso do pagamento no valor de R$ 200 ao gerente do estabelecimento onde trabalhava. A violência cometida contra Moïse chocou o país e tem tido ampla repercussão e comoção do público, que tem pedido justiça e levantado o debate sobre xenofobia.
Mesmo sendo um assunto que tem movimentado a internet nesses últimos dias, o ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que está sob o comando da ministra Damares, não se posicionou sobre o ocorrido. A ministra tem feito diversos discursos sobre outros temas, como por exemplo, associar a gravidez precoce à exposição de crianças no Tiktok. A ministra, em suas redes sociais, também se concentrou em fazer comparação do governo atual com o do ex-presidente Lula, que criou em 2016 uma oficina de “desprincesamento” de meninas com verba pública.
Embora a ministra ainda não tenha feito uma publicação ou nota sobre a morte de Moïse, o Ministério das Relações Exteriores emitiu uma nota lamentando o ato de violência contra o jovem e afirmou que espera que os envolvidos sejam punidos o mais rápido possível. Seria imprescindível que o Conselho Nacional de Direitos Humanos também pudesse demonstrar interesse nesse caso, principalmente pela conexão histórica. O Congo foi um dos países onde mais negros foram forçados a virem ao Brasil para serem escravizados. A Embaixada do Congo exigiu em nota, respostas das autoridades brasileiras.